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 [Piratas Aeon] - Prólogo - Infinity Dawn

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Pandaman
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MensagemAssunto: [Piratas Aeon] - Prólogo - Infinity Dawn   Dom Abr 05, 2015 3:33 pm

-/ Saga do North Blue /-


"Inherited Will. The Destiny of the Age and The Dreams of the People. These are things that will not be stopped. As long as people continue to pursue the meaning of Freedom, these things will never cease to be!"

O nascer do sol. Sua luz desvendava-se por detrás do horizonte para iluminar toda aquela tela azul de água salgada: o amanhecer de uma aventura. Estamos no North Blue, mar dos marinheiros mais fortes e destemidos, dos piratas mais cruéis e ferozes, lar das maiores lendas. Não há terra à vista, só a visão do azul do céu e das aves que migram para sul, procurando pelas terras quentes para lá da Grand Line.

Tal como as aves abandonavam os ventos frios do norte nessa altura do ano, perante aquela paisagem de um horizonte sem terra à vista, muitos navegadores inexperientes acabavam abandonando pouco a pouco a esperança de ultrapassar as adversidades que encontravam durante a viagem, abandonando pouco a pouco a esperança de chegar à próxima ilha são e salvos. Sinceramente... quem é que atualmente se atrevia a ir para o mar sem a segurança de uma embarcação estável? E sem uma tripulação capaz? Um stock  de mantimentos duradouro é essencial, um médico capaz é fundamental e ainda para mais, um navegador experiente, que conheça o mar como a palma da sua mão é o MÍNIMO dos mínimos.

Então...quem? Quem se atreve? Só um louco, um grande louco, possivelmente masoquista e com desejos suicidas. Assim sendo...quem? A resposta é simples. A história já o demonstrou antes. Por vezes, o louco é aquele que sonha.

À deriva naquelas calmas águas inabitadas, sem qualquer vestígio de terra, encontrava-se um frágil barco de madeira, levado pela corrente do destino, carregando o nosso sonhador até à sua primeira aventura. Abandonando agora as metáforas, este jovem estava completamente abandonado no meio do mar: um barco de madeira, um remo e uma pequena sacola de viagem eram os seus únicos companheiros. Teria sido vitima de um naufrágio? Teria se perdido num dia de pesca arriscado? Não importa, agora estava longe de casa e completamente sozinho. No entanto, não por muito tempo, mal tinha acordado e já conseguia sentir o seu barco abanando com a agitação provocada pela aproximação de um navio.

Olhava para trás: era um navio pequeno, mas certamente muito maior que o seu. Apesar de não ver nenhum sinal de vida, era o lógico admitir que um navio daquele porte estaria bem tripulado. Deveria abordá-lo?


Última edição por Pandaman em Ter Abr 07, 2015 10:02 am, editado 3 vez(es)
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MensagemAssunto: Re: [Piratas Aeon] - Prólogo - Infinity Dawn   Seg Abr 06, 2015 10:52 am

"One day I'm gonna be a pirate, but not a ordinary pirate, I'm gonna become the King of the Pirates! Because this is the only way I'll be able to... Change the world."

Estas palavras ecoavam na cabeça de Red enquanto ele navegava despreocupado em seu pequeno bote de madeira. Estava deitado e praticamente ocupando todo o espaço que possuía, a palma de suas mãos eram seu travesseiro e uma sacola de pano era seu apoio para os pés. Aquele pequeno conjunto de madeira agrupada flutuava pelo mar levando aquele jovem e despreocupado garoto de 17 anos através da correnteza. Seus cabelos negros brilhavam em reflexo a luz de um sol escaldante e um cachecol escarlate cobria seus olhos assim como seu pescoço. O tédio atravessava Red como uma espada afiada e seu grito de dor era um longo bocejo que o fazia curvar-se lentamente para frente, o cachecol que cobria seus olhos caia sobre seu peito e seus braços agora esticados corriam para a frente de sua vista não acostumada com tanta claridade.

Seu estômago rugia produzindo um som como o motor de uma embarcação. Red levava as mãos até a sacola que o acompanhava naquela viagem, seus olhos tinham a mesma cor de seu cachecol e agora fitavam o que ainda restava ali dentro, mas pela sua expressão desapontada parecia não encontrar algo que o ajudasse. Um pouco perplexo e questionado sobre sua capacidade de sobrevivência naquela situação, Red olhava para o horizonte, não sabia se valeria a pena usar a energia que ainda lhe resta para avançar com mais velocidade sabe-se lá para onde. Seu único companheiro de viagem, o Sr. Remo, estava encostado no canto do seu pequeno bote de madeira. Red o fitava por um breve momento. Estava decidido a usá-lo quando uma enorme sombra cobria seu corpo, sabia que aquilo não era uma nuvem. Ele olhava para cima curioso, eis que avistava um navio, não era tão grande e muito menos luxuoso, mas qualquer coisa já era maior e mais confortável do que aquilo que o carregava nesse momento.

A primeira coisa que Red fazia ao avistar o navio era verificar a bandeira e as velas presentes em seus mastros, pois esta é a forma de identificar a natureza de seus tripulantes. Poderiam ser piratas ou marinheiros, e em ambos os casos não sabia se poderiam ser confiáveis. Mas Red não se importava, ao concluir de que grupo aquele navio pertencia ele sorriria de qualquer maneira, arrumaria seu cachecol no pescoço e agarraria o Sr. Remo que era jogado para cima através de um movimento de seu pé direito. Então, sem pensar duas vezes, o garoto flexionava seus joelhos e saltava do seu pequeno bote em direção a lateral da pequena embarcação, o mar ao redor do seu barquinho se agitava fazendo pequenas ondas de água caírem dentro do mesmo, se falhasse em seu pulo provavelmente afundaria junto com aquele bote, porém Red conseguia se segurar na borda do navio, olhava apriensivo para baixo e então forçava seu braço a levá-lo para cima.

Agora ele podia ver o interior do navio, e independente de qual ou quantos tripulantes avistasse, Red permaneceria sentado na borda do navio com um pequeno sorriso no rosto. Naquele momento a única expressão que sua face conseguia transparecer era de ingenuidade, afinal, quem seria louco o bastante para entrar em uma embarcação desconhecida e esperar uma boa recepção? Bem, a resposta pode ser dada através Red, completamente despreocupado e livre de qualquer medo, ele colocava o Sr. Remo sobre seu ombro e acenava para aqueles que o avistaram.

- Yo. - Disse Red mantendo seu sorriso simples e ingênuo de quem não tem nada a temer, pois quem deveria temê-lo eram os tripulantes que estavam nessa embarcação, afinal, eles haviam acabado de conhecer Spades D. Red, aquele que irá se tornar o Rei dos Piratas.
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MensagemAssunto: Re: [Piratas Aeon] - Prólogo - Infinity Dawn   Seg Abr 06, 2015 12:17 pm


- Yo. - Dirigia-se Red a quem quer que estivesse ali, independentemente do que fosse, visto que ainda nem sequer tinha tentado reparar no que estava perante si. Neste caso, era nada mais nada menos que dois homens de estatura media, na casa dos 30 anos de idade. Os dois olhavam para ele com uma cara ameaçadora, passando logo a mensagem de que ele não era bem vindo ali. Era possível ver que cada um carregava um cutelo consigo, sendo que um deles deixava-o repousando no seu colo.

- Hoy...hoy... - Começava então esse mesmo homem. - O que você acha que está fazendo aqui, muleque?

- Kekeke... Será que tem um desejo de morte? Hein, irmão? Como é?

- Heheh... Também acho. Vamos ajudá-lo? - Dizia ele pegando no cutelo que tinha no colo e levantando-se. O outro homem fazia o mesmo, sacando do seu.

- VAMOS! KEKEKEKEKEKE! - E então os dois partiam para cima de Red, sem qualquer medo com as suas espadas afiadas em mão, afinal, era só uma criança retardada que havia se metido onde não devia, provavelmente nem dar um soco direito ele sabia aos olhos daqueles dois. O que eles não sabiam era que... Red tinha o poder suficiente para os derrotar em uma questão de segundos, e era ao que eles se acabavam submetendo.

Assim que os corpos dos dois oponentes caiam no chão, derrotados, Red podia finalmente olhar em volta e deparar-se com o que realmente se passava ali: espalhavam-se por todo aquele convés imponentes jaulas de ferro, grandes o suficiente para cobrir a sua vista do oceano do outro lado do barco, organizadas devidamente em duas filas, com um corredor principal entre elas que permitia uma boa passagem de pessoas, visto que para passar entre duas da mesma fila seria necessário algum esforço, mesmo que possível. Estavam fechadas com cadeados resistentes, por vezes até vários por jaula, e as grades tinham cerca de 3 cm de espaço entre elas. Era plausível suspeitar que estas jaulas não estavam só ali, mas também por todo o barco.

A atitude natural era suspeitar de atividades ilegais, no entanto, ele já tinha verificado que no topo do mastro não estava uma bandeira preta, aliás, não estava lá nenhuma bandeira. Apesar de não serem os únicos, piratas eram os grandes suspeitos de crimes em alto mar, mas este não era o caso, precisava de continuar investigando. O próximo passo era ver o conteúdo que ali guardavam. Andando de jaula a jaula e espreitando por entre as grades, era possível ver que o que ali estava era sempre o mesmo: vários andares de jaulas ainda mais pequenas, que na verdade eram gaiolas, pois quem as habitavam eram nada mais nada menos que vários pássaros de todas as cores, tamanhos, feitios e gostos, que tentavam se esconder e espreitavam com um certo ar medroso.

Contrabando? Uma opção possível que necessitava investigação para ser confirmada. No entanto, aquele navio estava surpreendentemente silencioso, era até assustador. Precisava encontrar algo vivo que... não tivesse penas, de preferência. Para ironia do destino, ele realmente achava algo dentro dessa descrição: um cão! Este escondia-se por detrás de uma jaula ronronando de pavor, e era fácil entender porquê: seu corpo estava uma lastima, repleto de ligaduras velhas e sujas que cobriam a sua barriga, o seu pescoço e as suas patas, cobrindo o seu bonito pelo preto e branco. Seus olhos faziam transparecer o sofrimento a que havia sido sujeito. Era motivo de pena... e de raiva a quem lhe tinha feito aquilo.

Uma porta rangia ao abrir-se, fechando-se então com um estrondo. Um homem alto, de meia idade, moreno e vestido com roupas simples castanhas esverdeadas revelava-se, ao ver Red, ele surpreendia-se.

- HOY! QUEM É VOCÊ? O QUE É QUE ESTÁ FAZEN... - Mas logo ele parava bruscamente de gritar, olhando para Red sem reacção qualquer. Era uma mudança de atitude estranha, mas logo a cara confusa do homem mudava para um grande e sinistro sorriso satisfeito. *Click*...Red nem tinha tempo para interpretar aquilo, pois sentia agora o cano frio de uma pistola encostada contra o seu pescoço, pronta a disparar.

- Não mexe, idiota. Fica quieto ai.


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MensagemAssunto: Re: [Piratas Aeon] - Prólogo - Infinity Dawn   Seg Abr 06, 2015 4:48 pm

Derrotar tais homens não era tarefa difícil para Red, para ele aqueles caras não passavam de idiotas segurando uma espada, provavelmente não tiveram qualquer tipo de treinamento para estarem ali. Após derrotá-los, Red passava por cima dos corpos deles e fitava o cenário do navio e suas enormes gaiolas que prendiam uma grande variedade de pássaros, obviamente uma ação ilegal por parte desse navio. Red passava a mão sobre a fechadura das gaiolas ao mesmo tempo que analisava a resistência daquele material.

Naquele momento ele sabia que precisava fazer alguma coisa a respeito dessa embarcação, aqueles pássaros mereciam a liberdade tanto quanto qualquer outro humano. Red olhava um pouco mais ao redor e percebia a presença de um cachorro, estava escondido, encolhido, mal tratado, sujo e extremamente assustado, era fácil sentir que aquele pobre animal não gostava de estar ali. Red abaixava na direção do cachorro e com um sorriso convincente no rosto ele olhava para o animal e dizia:

- Hey, não se preocupe Dog-san, eu vou te tirar daqui. ^^

Porém, antes mesmo de ver a reação do cachorro a sua vontade de ajudá-lo, Red era surpreendido pelo ranger de uma porta. Ele rapidamente se mantinha de pé e fazia uma expressão séria, enquanto o homem que atravessava a porta parecia surpreso ao ver o garoto ali. Red se preparava para uma batalha, mas antes mesmo de assumir qualquer posição, algo gelado tocava seu pescoço, e nem mesmo precisava identificar a forma circular para saber o que estava sendo apontado para ele. Red não conseguia ver o rosto da pessoa que estava apontando aquela arma para ele, porém, não fazia diferença, mesmo diante daquela situação ele não temia o que estava por vir. Red apenas sorria.

- Lembrem-se bem desse dia, este será um momento que marcará suas vidas pela eternidade, pois hoje vocês conhecerão o Capitão Spades D. Red. Pena que para vocês não vai ser um prazer conhecê-lo. - Então Red de forma rápida e imprevisível girava seu corpo para o lado e com o Sr. Remo tentava atingir com força a cabeça do homem que apontava a arma para o seu pescoço. Aquela pancada seria forte o bastante para derrubar o homem, apesar de talvez não ser forte o suficiente para desmaiá-lo, portanto, rapidamente chutaria a mão armada do desconhecido para desarmá-lo. Se obtiver sucesso, o próximo movimento de Red seria apontar o remo para o homem a sua frente e encará-lo com seriedade, um olhar bastante intimidador para um garoto tão jovem. - Darei a vocês apenas uma chance de não se machucarem, portanto apenas responda a minha pergunta. Aonde estão as chaves para abrir as gaiolas dos pássaros?
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MensagemAssunto: Re: [Piratas Aeon] - Prólogo - Infinity Dawn   Seg Abr 06, 2015 5:36 pm

O homem que o ameaçava com uma arma de fogo já não importava mais, pois após uma grande pancada do Sr. Remo este acabava caindo direto no chão, com a cara desfeita, completamente derrotado. Heh, aqueles caras não eram isso tudo, era o que Red acabava deduzindo. Mas ele não era o único que chegava a uma conclusão, os seus oponentes também acabavam de se aperceber de algo, mas era algo menos...agradável. O homem da porta recuava um pouco ao ver que o seu companheiro havia sido derrotado com um só golpe, o que demonstrava a sua covardia. Era então que Red se manifestava:

- Darei a vocês apenas uma chance de não se machucarem, portanto apenas responda a minha pergunta. Aonde estão as chaves para abrir as gaiolas dos pássaros? - E com essas palavras, o homem congelava no lugar, sua cara parecia  preocupada, estava suando excessivamente, olhando para todos os lados, procurando a sua salvação, mas só Red parecia ficar cada vez mais perto.

- H-h-uh...C-c-chaves? Ah... Sim... Elas estão... - Respondia enquanto colocava a sua mão direita no bolso como se fosse retirar as chaves dali. - AQUI! - E então sorrateiramente da sua mão apareciam duas adagas que ele, estendendo o braço, arremessava na direção de Red num movimento súbito. Red não teria muita dificuldade em desviar, no entanto, essa era a abertura necessária para o covarde escapar, ele entrava novamente para o interior do navio, chamando e berrando do fundo da sua garganta. - INTRUSOOO! INTRUSO! NO CONVÉS! TODO O MUNDO PARA O CONVÉS!

Ainda haviam mais tripulantes e agora, todos haviam sido avisados pela gritaria daquele cara. Ouvia-se passos a percorrem-se por todo o navio, e tarda nada, o grupo de tripulantes concentrava-se no convés. Dali Red conseguia contar pelo menos 5 pessoas, 4 carregavam algum tipo de arma branca enquanto um carregava duas pistolas. Todos possuíam um ar sinistro e todos queriam ver Red saltando borda fora. O homem das pistolas disparava dois tiros na direção de Red e aproveitando a abertura, 3 dos seus 4 companheiros avançavam nele com os seus cutelos. O covarde havia desaparecido.

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MensagemAssunto: Re: [Piratas Aeon] - Prólogo - Infinity Dawn   Seg Abr 06, 2015 6:26 pm

Red nem se preocupava em correr atrás do covarde que carregava as chaves das gaiolas, nem mesmo tinha dificuldade em desviar das adagas jogadas na direção de seu corpo. Estava bastante confiante de que não teria dificuldades em chegar até o portador das chaves, ao menos se julgar os seus oponentes pelo nível dos que derrotou no navio até agora. Cercado por quatro armas brancas e uma arma de fogo, Red mantinha a calma, fitava os olhos do atirador para prever quando ele faria seu movimento, e no momento em que ouvia o som do disparo daquela arma, Red erguia o braço a sua frente, o disparo atingia o mesmo fazendo sangue jorrar para os lados. Seus oponentes deviam ficar confiantes agora que havia sido atingido, e três dos quatro espadachins avançavam na sua direção para atacá-lo com seus cutelos, eis que Red apenas faz movimentos de seu corpo, giros para esquivar dos cortes e rápidos movimentos com os braços para golpeá-los com o Sr. Remo, mesmo que não desmaiasse seus adversários, Red se certificaria de os acertar duas vezes. Os movimentos que realizava eram fluídos e bem executados, afinal, a diferença de força entre ele e o restante era gritante.

Após a tentativa de seu movimento, seja bem sucedido ou não, sangue escorreria pelo Sr. Remo, porém, este não vinha do braço de Red, pelo contrário, vinha de seus adversários, enquanto o local que deveria conter perfurações pelos disparos da arma de fogo estavam intactos, seus únicos ferimentos seriam aqueles que talvez os espadachins possam ter causado. Red encarava os dois oponentes restantes, não sabia que reação eles teriam naquele momento, porém, não fazia diferença, avançava na direção dos dois com o remo virando na horizontal e pularia para os lados se necessário desviar de algum ataque, então, ao se aproximar dos dois oponentes iria girar o remo ao redor do seu corpo, que girava junto ao movimento. O sangue que estava preso a sua atual arma de madeira iria ser arremessado ao redor dele seguindo o fluxo da sua rotação, porém, o sangue estaria solidificado, agindo como lâminas que cortavam aquilo que tocava. Ao final do seu movimento, se alguém ainda estivesse apto a continuar lutando, Red daria um tratamento especial para o mesmo, caso contrário, apenas fitaria seus adversários caídos no chão e avançaria para dentro do navio atrás daquele que possuía as chaves.
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MensagemAssunto: Re: [Piratas Aeon] - Prólogo - Infinity Dawn   Seg Abr 06, 2015 7:17 pm

Demasiado forte, era o que eles pensavam agora, aquele garoto era demasiado forte para eles. Com a sua aparente arma de eleição, o Sr. Remo, Spades D. Red era capaz de dominar completamente mais 3 dos seus oponentes, que largavam as suas armas cortantes assim que caiam no chão derrotados, completamente incapacitados de lutar naquele momento. Nenhum daqueles homens havia se mostrado um oponente à sua altura e agora só restavam 2 à sua frente. À medida que avançava, o homem das pistolas tentava acertar ele com disparos enquanto o 4º espadachim avançava com toda a força nele. No final, Red conseguiria sair apenas com mais uma ferida de bala que não parecia afetá-lo de maneira nenhuma, enquanto os seus oponentes saiam derrotados.

Faltava aquele que havia fugido. Entrando no interior do barco, ele percorria algumas salas até se deparar com o homem tremendo por de baixo de uma mesa, os seus olhos cruzavam-se, o covarde olhava incrédulo, não podia acreditar que todos a tripulação havia sido derrotada nas mãos daquele garoto com cara de criança ingénua, mas não tinha outra opção...

- Para! C-c-calma! Desisto! - Admitia ele levantando-se com as mãos no ar. Na sua mão esquerda, um conjunto de chaves, todas semelhantes umas às outras. Era tudo o que Red procurava. - A-aqui! Pode ficar com elas! S-simplesmente me deixa! Por favor!!

Independentemente do que Red faria com aquele homem, ele acabaria adquirindo as chaves que procurava, tudo o que agora restava era completar a missão que ele próprio havia criado para si próprio: oferecer liberdade aqueles que nunca a deviam ter perdido.
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MensagemAssunto: Re: [Piratas Aeon] - Prólogo - Infinity Dawn   Seg Abr 06, 2015 8:09 pm

Sem mais delongas, Red apenas pegava as chaves com o covarde tripulante dessa embarcação e o encarava sem perder seu ar intimidador. Ouvir aquele homem implorar por piedade não deixava Red com pena dele, afinal, sabia muito bem que tipo de gente estava presente nesse navio, então, antes de dar as costas ao homem e sair daquele quarto, Red acertava uma forte pancada com o seu remo no rosto do mesmo. Mesmo forte aquela pancada não tinha a intenção de nocauteá-lo, muito pelo contrário, apenas queria deixá-lo em um estado incapacitado de dor.

- Você não tem o direito de decidir a liberdade desses animais. A liberdade é a única coisa que todos nós merecemos por igual, ninguém nasceu para ser restrito à sua liberdade, ninguém nasceu para ficar preso àquilo que não deseja. Não importa quem você seja ou quantos aliados possua, jamais permitiria que algo assim acontecesse bem diante de meus olhos sem poder fazer nada a respeito. De todos aqueles que navegam por esses mares, você e seus homens tiveram o azar de encontrar justamente a mim. Espero que essa vez sirva como uma lição para vocês, pois da próxima vez que o ver fazendo algo repugnante como isso... Farei com que a sua alma encontre a sua liberdade para o inferno. - E ao finalizar essa frase, Red jogava o seu cachecol para trás, erguendo o Sr. Remo para baixo e então fechando a porta do quarto com violência enquanto seguia em direção as gaiolas.

Quando Red chegava ao convés do navio ele podia ouvir a agitação dos pássaros, era como se soubessem que ele estava ali para libertá-los, era como se sentissem a boa aura que havia dentro de Red. Ele olhava para cada uma das gaiolas e respirava fundo, o ar soprava em uma brisa suave e refrescante. Carregando as chaves em direção a cada uma das gaiolas, Red ia abrindo-as uma por uma, a quantidade de pássaros que saiam de cada gaiola parecia não ter fim, todos avançavam rumo a sua liberdade, algo que havia sido tirado de cada um deles, presos em gaiolas sem conseguir voar, sem conseguir escolher aquilo que desejam fazer, completamente longe da felicidade.

Os pássaros voavam em direção ao céu em grandes nuvens de diversas cores e formas, todos os pássaros voavam para os quatro cantos do mundo, rumo aos mais diversos mares e terras, até mesmo para pássaros era visível a felicidade que transbordava de seus rostinhos. Alguns dos pássaros não voavam para muito longe, estavam tão exaltados que nem mesmo sabiam para onde voar, por isso acabavam voando em círculos ao redor do navio. Red mantinha os olhos fixos no azul do céu, observando os pássaros que voavam ao redor do navio, então era interrompido por um latido alto, o cachorro que estava amedrontado no navio aparecia diante dele com o rabo abanando e a língua pra fora, parecia agitado, provavelmente também estava feliz graças a presença de Red. O jovem do cachecol vermelho abaixava-se diante do cachorro e fazia um carinho sobre sua cabeça, animando o animal ainda mais.

- Yo Dog-san! Como falei eu vou te tirar daqui, ok? - Dizia fazendo ainda mais carinho no cachorro, este que se por acaso tiver uma coleira ou algo que sirva para identificar um possível dono ou até mesmo nome seria de grande ajuda.

Voltando a ficar de pé Red verificava o horizonte, talvez já estivesse perto de alguma ilha, porém, antes de perceber as terras que estavam próximas, uma pena vermelha caia sobre a mão de Red, depois outra caia sobre o seu ombro, e uma caia sobre sua cabeça, e mais uma e outra e outra, ao olhar para cima Red poderia ver uma chuva de penas cair sobre o navio. Eram penas de todas as formas, tamanhos e cores, elas caiam do céu seguindo a corrente dos ventos, as vezes girando, as vezes planando. Red sorria ao ver tal cena, aquilo poderia ser interpretado de diversas maneiras, seja um agradecimento dos pássaros que ainda ficavam por perto, ou até mesmo um choro daqueles que estavam felizes por finalmente reconquistarem sua liberdade.

- Hey, Dog-san. - Disse Red ainda olhando para as penas caindo. - Você sabe qual é o homem mais livre do mundo? - Então Red olhava para o cachorro parado ao seu lado, havia um grande sorriso em seu rosto. - Este homem é o Rei dos Piratas... E serei eu a me tornar ele. - Então Red erguia a mão para frente, fazendo assim a pena vermelha que caíra sobre ela levantar voo pelo céu azul.
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MensagemAssunto: Re: [Piratas Aeon] - Prólogo - Infinity Dawn   Ter Abr 07, 2015 10:04 am

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